Educação, qual o seu real papel?
A realidade que vivemos é distante da Educação que precisamos.
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Arnaldo Meneses.
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Em 2002, quando dirigia uma rede de escolas, considerada por uma revista de grande circulação, "a maior de todas do Brasil", lembro que trabalhávamos com interdisciplinaridade e contextualização, e fazíamos uso de diferentes temas bimestrais.
No 3º bimestre, o tema foi "Economia", o que provocou a ida do Ensino Fundamental à Casa da Moeda, o Ensino Médio à Bolsa de Valores e os chamados baixinhos do Pré Escolar, recebendo por turma, um valor igual ao salário mínimo, íam a um mercadão fazer compras.
Na volta, dentro do ônibus, um "baixinho" de seis anos disse: *"Poxa tia, esse tal de salário mínimo não dá para comprar nada!".* Estava aí o sucesso do nosso projeto educacional.
A educação é o somatório de vários fatores e diferentes pessoas engajadas.
A ela não é proibido a modernidade, muito menos manter modelos que obtiveram êxito, em outras jornadas pedagógicas, cabendo aos gestores, equipe de apoio, professores e fundamentalmente às famílias, fazendo por onde, haja a integração destes dois momentos, com suas respectivas ações e participações diretas.
Neste momento, vivemos o frisson de mais uma eleição, e por toda parte vemos, ouvimos ou lemos, manifestações de candidatos, onde quase num refrão comum, dizem: "Pela saúde, transporte, segurança e educação".
Se pegarmos a maioria esmagadora desses candidatos e fizermos um debate sobre educação séria, comprometida com a formação, investimento para o futuro e voltada para a cidadania, não se mantêm por dez minutos.
Todas as necessidades da humanidade são colocadas em diferentes patamares, e com toda certeza, a "Educação" está no mais alto deles, de onde partem conhecimento, capacitação e aproveitamento das demais.
A realidade que vivemos é distante da Educação que precisamos.
Uma prova está no fato de que há algum tempo, tínhamos os cursos universitários divididos em Biomédicos, Tecnológicos e Humanos. Este último grupo atualmente inexiste, em termos de objetivos reais, pois a orientação ideológica desvirtuou-os de suas grades curriculares, criando com raríssimas exceções, verdadeiros centros de treinamento ideológico.
A partir daí, o que chega às salas de aulas com a denominação "Professor", são profissionais pouco afinados ao processo, que longe de desenvolver um trabalho de capacitação, conseguem em alguns casos, sucesso na orientação.
Pior, que o Ministério da Educação equivocou-se, ao achar que Faculdade em cada esquina, representa, melhoria na qualidade do ensino.
Arnaldo Menezes – Professor, Biólogo, com 52 anos de magistério, é autor de livros didáticos e Diretor da AECCGA.



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