Empresário Carlos Brito lança seu novo livro que propõe 200 mil habitações para transformar a Zona Oeste do Rio
‘O empresário construtor e o João de Barro’, de Carlos Machado Brito, defende a autoconstrução como ferramenta para a habitação popular, o desenvolvimento urbano, a geração de renda e o combate à violência na Zona Oeste carioca.
Carlos Machado Brito. Foto: Divulgação Após seus mais de 50 anos de atuação na construção civil e na vida comunitária da Zona Oeste do Rio de Janeiro, o empresário Carlos Machado Brito quer transformar sua experiência prática em proposta editorial no livro “O empresário construtor e o João de Barro”, obra independente que será lançada no segundo semestre de 2026.
A publicação surge como um manifesto urbano e social em defesa de um novo modelo habitacional para o Rio de Janeiro, baseado na autoconstrução, na regularização fundiária e na criação de polos de desenvolvimento capazes de gerar emprego, renda e reduzir a violência.
“Não conseguia mais ver a violência crescendo a cada dia, sem fazer nada. Com a minha ideia de construir 200 mil habitações espalhadas pela Zona Oeste carioca e utilizar o método João de Barro, de autoconstrução, podemos mudar esse cenário ao longo de 30 anos”, afirma Carlos Brito.
O Projeto de Habitação Popular abrange bairros da região — considerada por Brito estratégica para o futuro do Rio —, como Bangu, Campo Grande, Santa Cruz, Realengo e seus 22 sub-bairros. O livro também aborda temas como direito de propriedade, direito real da laje, regularização fundiária e programas habitacionais como o Minha Casa Minha Vida, propondo alternativas para famílias que hoje vivem em situação precária e chegam a pagar cerca de R$ 500 de aluguel em comunidades, valor que poderia ser revertido nas parcelas da casa própria.
“'O Rio de Janeiro só se salva pela Zona Oeste', como dizia Marcelo Alencar, ex-prefeito e governador do estado. Gosto muito de reforçar essa frase de Alencar porque é a região mais populosa da cidade, com mais de “2,5 milhões de pessoas”, e que ainda é muito desprestigiada”, destaca o empresário Carlos Brito.
Segundo Brito, o desenvolvimento urbano planejado representa muito mais do que garantir moradia digna à população. Para ele, trata-se de criar um grande ciclo de transformação econômica e social, capaz de gerar empregos, aumentar a arrecadação de tributos, impulsionar o comércio local e promover a valorização da região.
A proposta também inclui reflexões sobre mobilidade urbana, como a implantação de um VLT conectando diferentes áreas da Zona Oeste. “Muita gente diz que vai faltar condução, mas isso muda naturalmente quando as moradias começam a ocupar os espaços. O desenvolvimento requer planejamento da infraestrutura, transporte, comércio e investimentos, com serviços públicos de qualidade. Foi assim em outras regiões da cidade e vai acontecer novamente aqui na Zona Oeste”, prevê Brito.
Habitação e inclusão social contra a violência
A obra chega em um momento considerado crucial para o estado, com foco na moradia popular. A Habitação de Interesse Social pode ser viabilizada pelo método da autoconstrução, funcionando como ferramenta de inclusão social, seja para ampliar ou construir a casa própria — o porto seguro da estrutura familiar na sociedade.
Dados do Atlas da Violência, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, mostram que o Rio de Janeiro possui o terceiro maior número de jovens vítimas de mortes violentas do Brasil em números absolutos. Apesar de ter registrado a maior queda nacional no número de homicídios entre 2023 e 2024, o estado ainda permanece acima da média nacional de violência letal.
Para Carlos Brito, a violência urbana está diretamente ligada à falta de perspectiva social e ao crescimento desordenado das cidades. “Quando você leva moradia digna, emprego e infraestrutura para uma região, você também leva esperança. O desenvolvimento urbano planejado pode mudar a vida das pessoas e impedir que muitos jovens sejam empurrados para a violência”, afirma.
Inspirado no pássaro João de Barro — símbolo da construção feita com persistência e inteligência —, o livro propõe um olhar humanizado sobre o crescimento das cidades e o papel social dos empresários da construção civil. Na apresentação da obra, o professor Arnaldo Menezes define o livro como “um espaço onde habitam temas voltados para o desenvolvimento urbano, baseado na ação social dos empresários da construção”.
Além de revisitar a história de movimentos de fortalecimento da Zona Oeste desde a década de 1980, a publicação também resgata discussões sobre emancipação regional, desenvolvimento comunitário e valorização de bairros historicamente esquecidos pelo poder público.
Com linguagem acessível e proposta prática, a obra literária “O empresário construtor e o João de Barro” pretende ampliar o debate sobre moradia, urbanização e futuro das grandes cidades brasileiras. “Esse livro nasceu da experiência de quem viveu a construção civil e a realidade da Zona Oeste durante décadas. Quero provocar reflexão, apresentar caminhos e mostrar que ainda é possível pensar um Rio de Janeiro mais humano, organizado e com oportunidades para todos”, conclui Carlos Brito.
Serviço:
· Título: ‘O empresário construtor e o João de Barro’, de Carlos Machado Brito
· Detalhes: Edição do autor com assessoria literária da escritora Nancilia Pereira
· Valor: R$ 100,00
· Onde comprar: por telefone (21) 2413-2126 ou pelo e-mail biplanbritoimoveis@yahoo.com.br
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