Fronteira Brasil-Venezuela é fechada após operação dos EUA e captura de Maduro
Governo venezuelano bloqueia passagem em Pacaraima; Lula condena operação dos EUA como "afronta à soberania"
A fronteira entre Brasil e Venezuela foi fechada na manhã deste sábado (3), horas após o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de que forças americanas capturaram Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, em uma operação militar de grande escala no país vizinho.
Segundo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, a decisão de fechar a fronteira partiu do governo venezuelano. A principal passagem, em Pacaraima, no norte de Roraima, amanheceu bloqueada, com redução significativa no fluxo migratório. Imagens divulgadas pela Polícia Militar mostram viaturas do Exército Brasileiro e cones bloqueando o acesso ao marco fronteiriço.
O fechamento ocorre em meio ao estado de emergência declarado pela Venezuela após explosões em Caracas e outras regiões. A vice-presidente Delcy Rodríguez exigiu "prova de vida" de Maduro e denunciou a ação americana como uma "agressão brutal" motivada pelo controle do petróleo venezuelano.
Reações no Brasil
O governo brasileiro prepara um plano de contingência para um possível aumento no fluxo de refugiados, com reforço na segurança da fronteira. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou a operação dos EUA como "inaceitável", uma "afronta gravíssima à soberania venezuelana" e um "precedente perigoso". Lula convocou reunião de emergência no Itamaraty e pediu resposta vigorosa da ONU.O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o SUS está preparado para impactos humanitários. Autoridades brasileiras monitoram riscos de entrada de grupos criminosos pela extensa fronteira de mais de 2 mil km.




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