Bolsonaro passa por terceiro procedimento para conter crises de soluços
Ex-presidente Jair Bolsonaro passa por terceiro bloqueio no nervo frênico e deve passar o Réveillon internado no DF Star devido a crises persistentes de soluços
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi submetido nesta terça-feira (30) a um terceiro procedimento médico no Hospital DF Star, em Brasília, para tentar controlar crises persistentes de soluços. A intervenção consistiu em um reforço no bloqueio do nervo frênico, após a crise retornar pela manhã, apesar de dois procedimentos anteriores realizados nos últimos dias.
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que acompanha o marido na internação, informou nas redes sociais que a crise começou por volta das 10h e não cessou, levando a equipe médica a optar pelo reforço no bloqueio.
"Meu amor apresentou quadro de soluços às 10h da manhã, que não cessaram até o momento. Diante disso, a equipe médica optou pela realização de um reforço no bloqueio do nervo frênico. Ele acaba de ser encaminhado ao centro cirúrgico. Seguimos enfrentando dias difíceis e contamos com as orações de todos", escreveu ela.
Mais cedo, o filho do ex-presidente, o ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL), também relatou o retorno dos soluços.
"Seus soluços, infelizmente, novamente voltaram nesta manhã após dois procedimentos para correção. Os níveis de ferro no sangue continuam sendo controlados devido à sua ineficiência", declarou Carlos nas redes sociais.
Bolsonaro, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado, cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A internação no hospital particular foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, após perícia médica indicar a necessidade de intervenção para tratar uma hérnia inguinal bilateral.
O ex-presidente foi internado em 24 de dezembro e submetido à cirurgia de hérnia no dia 25. Desde então, passou por bloqueios anestésicos do nervo frênico: o primeiro no lado direito, no sábado (27), e o segundo no lado esquerdo, na segunda-feira (29). Apesar das intervenções, as crises de soluços persistiram.
A equipe médica, liderada pelo cirurgião Cláudio Birolini, informou anteriormente que não há previsão de alta antes do Réveillon.
"A gente está trabalhando com a hipótese de, se não houver novas intercorrências, que ele fique aqui até o dia 1º, até quinta-feira (sic)" , declarou Birolini na segunda-feira (29).
Outros problemas de saúde foram relatados durante a internação. Bolsonaro foi diagnosticado com apneia do sono severa, com cerca de 50 episódios por hora, conforme exame de polissonografia. Ele iniciou tratamento com equipamento específico. Além disso, o cardiologista Brasil Caiado relatou episódios de hipertensão arterial, com picos que exigiram ajuste de medicamentos e administração intravenosa.
Os soluços persistentes de Bolsonaro são atribuídos a fatores multifatoriais, incluindo complicações pós-cirúrgicas abdominais e problemas gastrointestinais, agravados por seu histórico médico desde o atentado a faca em 2018.
A família tem se revezado nas visitas, respeitando restrições impostas pela custódia da Polícia Federal, que mantém vigilância no hospital.




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