Trump anuncia administração interina dos EUA na Venezuela após captura de Maduro
Presidente afirma que Washington conduzirá país até "transição segura", enquanto operação militar gera críticas internacionais e apoio da oposição
Em coletiva realizada nesta tarde em seu resort Mar-a-Lago, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que os EUA assumirão temporariamente a administração da Venezuela, após a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores durante operação militar na madrugada deste sábado (3).
"Estamos lá agora e vamos administrar o país até que possamos fazer uma transição segura, adequada e justa", declarou Trump, acompanhado pelo secretário de Estado Marco Rubio, o secretário de Defesa Pete Hegseth e o chefe do Estado-Maior Conjunto, general Dan Caine. O presidente norte-americano descreveu a operação como "uma das mais impressionantes exibições de poder americano na história" e afirmou ter acompanhado a captura em tempo real.
Trump anunciou ainda que grandes empresas petrolíferas americanas atuarão na Venezuela para restaurar infraestrutura e explorar recursos energéticos, argumentando que o petróleo foi "roubado" pelo regime chavista. Ele também citou a Doutrina Monroe, afirmando que a influência dos EUA no Hemisfério Ocidental será reforçada, em declaração que renomeou como "Doutrina Don-Roe".
Ao ser questionado sobre a possibilidade de líderes da oposição venezuelana, como María Corina Machado ou Edmundo González Urrutia, assumirem o poder, Trump disse que "estamos decidindo o futuro da Venezuela agora" e que "ninguém leal a Maduro permanecerá em posições de poder".
O general Dan Caine detalhou a operação como "meticulosamente planejada por meses", acrescentando que todas as aeronaves retornaram em segurança, apesar de uma delas ter sido atingida.
As declarações de Trump provocaram reações internacionais. Rússia, Irã e aliados do chavismo condenaram a operação, classificando-a como ato de "imperialismo", enquanto setores da oposição venezuelana comemoraram o anúncio. Até o momento, não há reconhecimento formal da administração interina por instituições venezuelanas ou pela comunidade internacional, e o futuro político do país permanece incerto.




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