Prefeitura do Rio divulga detalhes do Réveillon 2026
Planejamento operacional prevê reforço na segurança, transporte público com esquema especial, monitoramento por câmeras e drones, além de uma das maiores queimas de fogos da história da cidade
A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou, nesta sexta-feira (26), o Planejamento Operacional para o Réveillon Rio 2026 – A Maior Virada do Mundo. O anúncio foi feito no Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio), na Cidade Nova, e detalha o esquema especial que será adotado para garantir a segurança, a mobilidade e a organização da festa que deve reunir milhões de cariocas e turistas em diferentes pontos da cidade.
Ao todo, cerca de 7.500 agentes municipais de 11 órgãos estarão mobilizados, atuando em áreas como ordem pública, transportes, fiscalização de trânsito, limpeza urbana, assistência social, atendimento de emergência, acolhimento e prevenção à violência contra a mulher. O monitoramento do público contará com 700 câmeras espalhadas pelos locais de eventos, sendo 307 apenas em Copacabana, onde são esperadas mais de 2,5 milhões de pessoas. O sistema inclui ainda 14 novos equipamentos com superzoom, voltados ao reforço da segurança.
Durante a apresentação, o prefeito Eduardo Paes destacou a importância do cumprimento das regras para que a celebração ocorra de forma segura e organizada.
— Tudo aponta que teremos um espetáculo ainda maior este ano, especialmente em Copacabana. A mensagem é clara: aproveitem, celebrem, mas respeitando regras básicas para que a virada seja feita de maneira civilizada e segura — afirmou.
Impacto econômico e mobilidade
De acordo com o estudo “Réveillon em Dados”, elaborado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (SMDE), Fundação João Goulart e Riotur, a movimentação econômica estimada para a virada de 2025/2026 é de R$ 3,34 bilhões. O público esperado em Copacabana supera a população de 22 capitais brasileiras e é maior que a de 99,9% dos municípios do país.
A Prefeitura reforça que a principal forma de acesso à orla será por meio do transporte público. Metrô, trens e ônibus terão esquemas especiais de funcionamento. Além disso, a CET-Rio implantará um plano de trânsito com bloqueios e sinalização em bairros da Zona Sul, como Copacabana, Leme, Botafogo, Flamengo, Ipanema e Leblon, para garantir a segurança viária.
Segurança reforçada
O esquema de segurança inclui uma base avançada do COR-Rio em Copacabana, com monitoramento 24 horas e atuação integrada de 200 operadores de diferentes órgãos. Seis drones farão parte da operação, além de 78 torres de observação da Polícia Militar.
Haverá pontos de revista para pedestres e uma série de restrições, como a proibição da venda de garrafas de vidro por ambulantes, o cercamento irregular de áreas públicas, o estacionamento em vias vetadas, a carga e recarga fora do horário permitido e a ampliação indevida de áreas por quiosques.
Música, tecnologia e queima de fogos histórica
A programação cultural do Réveillon 2026 contará com 13 palcos espalhados pela cidade, reunindo grandes nomes da música brasileira. Em Copacabana, no Palco Rio, em frente ao Copacabana Palace, Gilberto Gil se apresenta com participação de Ney Matogrosso. No mesmo local, o cantor Belo recebe Alcione. João Gomes e Iza comandam o Palco Samba Amstel, na altura do Posto 6. Já o Palco Banco do Brasil Leme será dedicado à música gospel.
Pela primeira vez, o Réveillon de Copacabana contará com novas dimensões visuais e estruturas inéditas. A queima de fogos promete ser histórica: serão 19 balsas ao longo da orla — quase o dobro de 2024 — e 12 minutos de espetáculo pirotécnico, o maior já realizado no Rio. Um show com 1.200 drones, sincronizado aos fogos e com trilha sonora assinada pelo DJ Alok, também integra a programação.
Além de Copacabana, haverá queima de fogos no Flamengo, Igreja da Penha, Parque Oeste e Parque Realengo. Outros 10 palcos estarão distribuídos por bairros como Sepetiba, Pedra de Guaratiba, Madureira, Piscinão de Ramos, Ilha do Governador e Paquetá, com shows e apresentações de escolas de samba.




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