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Rio de Janeiro,01/03/2026

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Coqueluche volta a crescer nas Américas, aponta OMS

Doença teve aumento expressivo em 2024 e afeta principalmente crianças menores de um ano

Galileu
Coqueluche volta a crescer nas Américas, aponta OMS

Um relatório divulgado no início deste mês pela Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) aponta um crescimento expressivo dos casos de coqueluche na região das Américas. O aumento acompanha uma tendência observada em nível mundial, com elevação significativa no número de infecções.

Dados enviados à Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que, em 2023, foram registradas 11,2 mil notificações da doença nas Américas. Já em 2024, esse total ultrapassou 66 mil casos. Segundo a OPAS, o menor índice regional foi observado entre 2021 e 2022, quando houve menos de 3,3 mil registros.

O cenário internacional também preocupa. Entre 2023 e 2024, os casos de coqueluche no mundo cresceram 5,8 vezes, alcançando cerca de 977 mil infecções. Para Daniel Salas, gerente executivo do Programa Especial de Imunização Integral da OPAS, o avanço da doença evidencia falhas nos sistemas de prevenção. “A coqueluche pode ser evitada por meio da vacinação, mas esse ressurgimento revela lacunas na cobertura vacinal e na vigilância epidemiológica”, afirmou em nota oficial. Ele destacou ainda a necessidade de garantir altas taxas de imunização, sobretudo entre crianças menores de cinco anos, para evitar novos surtos.

A OPAS chama atenção para o impacto da doença em bebês com até 12 meses de idade, que concentram entre 30% e 40% dos casos em países como Brasil, Argentina e Colômbia.

Em alerta divulgado meses atrás, a organização também informou a identificação de cepas da bactéria causadora da coqueluche que apresentam resistência a antibióticos. Essas variantes foram registradas em países como Brasil, México, Peru e Estados Unidos.






A coqueluche é uma infecção causada pela bactéria Bordetella pertussis. Os sintomas iniciais se assemelham aos de uma gripe, mas evoluem para crises de tosse intensa e prolongada. A transmissão ocorre por gotículas eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. A principal forma de prevenção é a vacinação com a DTP, que protege contra coqueluche, difteria, tétano, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo B.




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