Eleições 2026: 7 políticos da Zona Oeste conquistam cadeiras na Alerj
A Zona Oeste do Rio de Janeiro elegeu 7 deputados estaduais para a próxima legislatura, que se inicia em 2027.
Imagem O Globo, edição 10/09/2025 No pleito eleitoral de 4 de outubro de 2026, as urnas revelaram a vontade do eleitor da Zona Oeste carioca, com votação expressiva para os candidatos do PL à Presidência da Republica, Flávio Bolsonaro, e ao Governo do Estado, Douglas Ruas, sendo os mais votados na região.
Para a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), foram eleitos diversos deputados estaduais, entre novatos e nomes tradicionais da política local. Desses, 7 representantes têm forte ligação com a região:
- Bangu: Destacou-se ao eleger 3 deputados estaduais: Felipe Peixoto (PP), Adilson Pires (PT) e Jorge Felippe Neto (PL).
- Padre Miguel: O deputado Márcio Gualberto (PL) conquistou seu terceiro mandato na Alerj.
- Campo Grande: No bairro de maior população da cidade, os eleitos foram os novatos Coronel Menezes (PL) e Anderson Moraes (PL).
- Paciência: A vereadora Joyce Trindade (PSD) foi a revelação do pleito, com uma votação expressiva que superou políticos tradicionais da região.
Zona Oeste sem representação na Câmara dos Deputados
A grande surpresa das eleições proporcionais deste ano foi o recado do eleitor da Zona Oeste — região que concentra 29,6% do eleitorado da capital, totalizando 1.440.360 eleitores. Apesar do expressivo contingente, nenhum dos diversos candidatos locais a deputado federal conseguiu ser eleito para representar a região no Congresso Nacional.
O pleito de 2026 mostrou que a região apresentou bons nomes por diversos partidos. No entanto, a força do poder político e econômico tornou muitos desses candidatos invisíveis perante a massa populacional, em grande parte pela falta de recursos para logística de campanha e propaganda eleitoral.
O campeão de votos para a Câmara dos Deputados na área foi o ex-secretário municipal de Saúde, o médico Daniel Soranz (PSD), que garantiu sua eleição com votos distribuídos por todos os bairros da Zona Oeste.
O trabalho diário realizado por cabos eleitorais — muitos motivados pela expectativa de um cargo público ou de remuneração — contribuiu para eleger candidatos sem vínculos profundos com a região.
A força da máquina pública e os recursos do Fundo Eleitoral mostraram-se decisivos a favor de candidatos que atuaram nos bairros apenas em busca de votos, sem um compromisso real com o futuro dos moradores da Zona Oeste.
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