ANA IANNIBELLI: UMA VIDA TRANSFORMADA EM ARTE
A artista plástica Ana Lannibelli encontrou na pintura a sua maneira de fazer arte e ensinar, despertando a criatividade do público.
Ana, e sua arte “Alem do olhar” Foto: Paulo Farias A Artista Plástica Ana Iannibelli foi protagonista de duas homenagens no final do mês de setembro de 2026: a inclusão de sua foto na galeria do Espaço Cultural Funil, participou ao lado de outros artistas da inauguração do Bistrô Cultural Campograndense, localizado no segundo piso do Park Shopping Campo Grande, na Zona Oeste do Rio.
Algumas pessoas passam pela vida deixando lembranças. Outras deixam marcas. E existem aquelas que conseguem transformar sentimentos, sonhos e experiências em algo que permanece para sempre.
A história de Ana com a pintura começou cedo, aos 16 anos. Ainda jovem, descobriu nas cores e nos pincéis uma linguagem própria — uma forma de expressar aquilo que, muitas vezes, as palavras não eram capazes de traduzir. Desde então, a pintura deixou de ser apenas uma descoberta e passou a caminhar ao seu lado.
Cada nova obra, uma nova possibilidade
Moradora de Campo Grande, Ana revela que sua trajetória é feita de aprendizados, experiências, erros, descobertas e, principalmente, da vontade de continuar. Ana nunca enxergou a arte como algo limitado a uma técnica ou a uma tela: pintar sempre foi experimentar, sentir e transformar.
Talvez essa seja uma das maiores riquezas de sua caminhada: Ana nunca guardou a arte apenas para si; ela sempre encontrou uma maneira de compartilhá-la.
A arte de ensinar
Nos anos 1990, Ana deu um passo que transformaria não apenas sua trajetória, mas também a vida de muitas outras pessoas: começou a ensinar pintura.
O pincel, que até então era o instrumento de sua própria expressão, tornou-se uma ferramenta para despertar a criatividade dos outros. Ao longo dos anos, atuou como professora, orientadora e incentivadora de crianças, jovens e adultos. Mais do que ensinar técnicas, Ana procurava ensinar seus alunos a olhar:
- Olhar para as cores;
- Olhar para as formas;
- Olhar para a natureza;
- E, principalmente, olhar para dentro de si mesmos.
Para ela, não existe apenas uma maneira certa de criar. Cada pessoa possui uma história, uma sensibilidade e um modo único de enxergar o mundo.
Artista de muitas cores
Ao longo de sua carreira, Ana experimentou diferentes técnicas e linguagens: pintura em tela, acrílica, aquarela, murais, pintura ao vivo e projetos coletivos. Sua arte também percorreu variados temas e inspirações.
As figuras femininas aparecem com força em seu trabalho, assim como as flores, a natureza, as paisagens e o mar — elementos capazes de despertar sentimentos, memórias e emoções. Suas telas não buscam apenas representar o que os olhos enxergam, mas transmitir o que o coração sente.
É por isso que cada obra carrega um pouco de Ana: sua sensibilidade, suas experiências, sua visão de mundo e sua paixão pelas cores.
Conquistas ao longo do caminho
Sua dedicação à arte a levou a exposições, eventos culturais, projetos coletivos e concursos de pintura. Entre os momentos marcantes de sua trajetória, destaca-se a conquista do primeiro lugar em um concurso realizado na cidade de Niterói. Mais do que um prêmio, o reconhecimento confirmou que todos os anos de estudo, prática e persistência valeram a pena.
Entretanto, a maior conquista de Ana não cabe em um troféu. Ela está presente nas pessoas que aprenderam com ela, nos alunos que descobriram a própria capacidade de criar, no público que se emocionou diante de suas obras e em cada momento em que uma simples tela se transformou em uma experiência capaz de tocar alguém.
Um desses momentos marcantes ocorreu na Exposição “Momentos”, na qual apresentou 14 telas. Na ocasião, o jornalista Denis Kuck destacou uma de suas obras pela técnica de pinceladas impressionistas, em matéria publicada no jornal O Globo em 5 de novembro de 2006.
A arte como parte da vida
Ao longo dos anos, a arte esteve presente nos momentos de descoberta, aprendizado, desafios e conquistas. Foi paixão e profissionalismo, além de uma constante forma de encontrar novas possibilidades. Por isso, sua história não pode ser contada apenas por meio de datas, exposições ou técnicas, mas sim através das cores.
Ana aprendeu a transformar a própria vida em arte. Após décadas dedicadas à pintura e ao ensino, ela continua criando, ensinando e aprendendo. Sua inspiração permanece viva em obras que passeiam pelo universo feminino, pela natureza, pelo mar e por tudo aquilo que desperta emoção.
Pincelada após pincelada, Ana Iannibelli segue deixando um pouco de si em cada obra, em cada aluno e em cada pessoa que tem a oportunidade de conhecê-la. Sua trajetória expressa coragem e persistência, mas é feita, acima de tudo, de amor pela arte, pelo ensino e pela vida — uma história que continua sendo pintada diariamente.
*Com informações de: Allan Iannibelli Ambrósio, filho de Ana.
ACOMPANHE as atualizações sobre cultura e interesse público no Jornal OESTE CARIOCA – www.oeste.jor.br




COMENTÁRIOS