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Rio de Janeiro,13/09/2026

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Foguete comercial sul-coreano cai após lançamento bem-sucedido no Brasil

HANBIT-Nano decolou do Centro Espacial de Alcântara, mas sofreu anomalia segundos após a decolagem

Nam Hyun-woo - The Korea Times
Foguete comercial sul-coreano cai após lançamento bem-sucedido no Brasil Foto: Innospace

O HANBIT-Nano, primeiro veículo comercial de lançamento espacial da Coreia do Sul, teve uma decolagem bem-sucedida nesta segunda-feira (22), a partir do Centro Espacial de Alcântara, no Maranhão, mas caiu pouco depois do lançamento devido a uma anomalia, segundo informou a empresa responsável, a Innospace.

O foguete foi lançado às 22h13, conforme o cronograma, iniciando sua subida vertical após a ignição bem-sucedida do motor híbrido do primeiro estágio, com empuxo de 25 toneladas. No entanto, cerca de 30 segundos após o início do voo, foi detectada uma anormalidade, e o veículo caiu em uma zona de segurança previamente delimitada, sem registro de feridos ou danos adicionais.




This screen capture shows the HANBIT-Nano rocket engulfed in flames after its launch from the Alcantara Space Center in Brazil, Monday (local time). Captured from Innospace's livestream

Foto: Reprodução/Innospace



Em nota, a Innospace afirmou que está investigando as causas da interrupção da missão e que os resultados da análise serão divulgados posteriormente.

Embora a empresa não tenha detalhado o problema, a transmissão ao vivo do lançamento mostrou o foguete envolto em chamas aproximadamente um minuto após a decolagem, no momento em que aparecia na tela a mensagem “Passing Max Q”.

O termo Max Q refere-se ao ponto de máxima pressão dinâmica, quando o veículo espacial sofre o maior estresse aerodinâmico, devido à combinação entre velocidade elevada e densidade atmosférica. Nesse momento, o HANBIT-Nano já estaria voando a velocidades superiores a Mach 1.

Pouco depois da mensagem “We experienced an anomaly during the flight” (“Vivenciamos uma anomalia durante o voo”), a transmissão foi encerrada. Em carta enviada aos acionistas, o CEO da Innospace, Kim Soo-jong, afirmou que a empresa está concentrada em identificar e verificar os eventos observados em condições reais de voo, sem tirar conclusões precipitadas sobre uma causa específica. Segundo ele, os resultados serão divulgados oportunamente.

A missão tinha como objetivo realizar o primeiro lançamento comercial da Coreia do Sul, com a colocação de oito cargas úteis em órbita baixa da Terra, a cerca de 300 quilômetros de altitude. Entre os equipamentos estavam quatro satélites de clientes brasileiros e um satélite da Índia.

O lançamento ocorreu após uma série de adiamentos. Inicialmente previsto para 23 de novembro, foi remarcado para 18 de dezembro após a detecção de falhas no sistema terrestre. Um novo adiamento ocorreu para 20 de dezembro, devido a um problema no sistema de resfriamento do primeiro estágio, e depois para 23 de dezembro, após uma anomalia no tanque de metano líquido do segundo estágio.

Como o dia 23 marcava o último dia da janela de lançamento autorizada pela Força Aérea Brasileira, a empresa decidiu prosseguir com a tentativa, apesar de condições climáticas desfavoráveis, que atrasaram a decolagem em cerca de 13 minutos.

Após o fracasso da missão, as ações da Innospace na bolsa KOSDAQ chegaram a cair próximo ao limite diário de 30% de desvalorização.

Apesar do resultado, Kim Soo-jong destacou que a missão trouxe avanços importantes. “Embora o lançamento não tenha alcançado o resultado final planejado, um feito relevante foi a coleta bem-sucedida de dados de voo, propulsão e operação, que só podem ser obtidos em condições reais”, afirmou.












Segundo o executivo, a empresa pretende usar os dados coletados para realizar melhorias técnicas e tentar um novo lançamento comercial no primeiro semestre do próximo ano.


Tradução: Isabella Castello Branco




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